Para muita gente, o tradicional cafezinho é ritual da manhã. A hora de realmente despertar. Outros já consomem a bebida após o almoço, no lanche da tarde… e por aí vai! O café faz parte da rotina das pessoas. É uma bebida essencial na mesa de muitas famílias. Mas, será que o café faz mal para o cérebro? Ou o contrário?

Café na infância
Um estudo da Swiss National Science Foundation (SNSF) sugere que o consumo de 3 a 4 xícaras de café por dia diminui o sono profundo e atrasa o desenvolvimento cerebral. Além disso, apesar de se esperar que, com o passar da idade, as cobaias estudadas ficassem mais curiosas, por conta do consumo da cafeína, elas ficaram mais tímidas e cautelosas.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças não consumam cafeína, ou que esse consumo não ultrapasse 100 mg diárias. Essa preocupação com o consumo infantil de cafeína é maior nesta fase da vida pois o cérebro está passando por um importante processo de amadurecimento. Os riscos tendem a ser maiores.

Apesar de alguns estudos destacarem a utilização da cafeína no tratamento de bebês prematuros, existe a preocupação em relação a esse consumo à medida que o tempo passa e eles crescem. O consumo de café se associou ao aumento de peso e ao desenvolvimento de depressão severa em estudantes. A cafeína em pó, por exemplo, se consumida de forma abusiva, pode até ser fatal.

Café faz mal para adultos?

Ansiedade, insônia, palpitações, problemas de concentração e até intoxicação. Esses são alguns do riscos do consumo exagerado de café. A quantidade ideal de café que pode ser ingerida diariamente varia de acordo com algumas características da pessoa, como peso, por exemplo.

A FDA (Food and Drug Administration) recomenda até 400 mg diárias da bebida, cerca de 4 ou 5 xícaras. Um consumo maior pode causar diversos problemas: insônia, dor de cabeça que pode se tornar crônica, nervosismo e até dependência da substância.

Porém, sem exageros, o café pode trazer alguns benefícios para o cérebro.

Café com moderação
Por ser uma bebida estimulante, o café melhora o estado de atenção e a concentração. Estudos sugerem que doses da bebida podem ajudar a aprimorar algumas habilidades de pensamento e diminuir o declínio mental que surge com o envelhecimento.

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O café também pode ajudar a diminuir o risco de demência e as chances de desenvolver a doença de Parkinson. Pode ainda melhorar a memória de longo prazo. Outro benefício importante: o consumo de café foi associado com um risco menor, estatisticamente significativo, de acidente vascular cerebral, mais conhecido como AVC, em mulheres.

Uma ingestão moderada da bebida pode ajudar a não só manter o estado de alerta, mas também a perder peso, pois funcionaria como uma espécie de termogênico, já que contém cafeína. O cafezinho também traz benefícios para a função cognitiva, ou seja, relacionada ao raciocínio, aprendizagem, atenção, memória, julgamento, decisão, entre outras habilidades. A cafeína pode melhorar o desempenho durante a prática de alguns tipos de exercícios físicos.

E não é só a cafeína que faz bem ao cérebro. Outras substâncias presentes no grão, como os ácidos clorogênicos, possuem atividade antioxidante e são úteis no tratamento do tabagismo e alcoolismo. Em determinadas doses, o café pode ajudar a combater a hipertensão arterial.

Afinal, café faz mal? Depende…

O café afeta a forma como o cérebro se desenvolve e funciona. Além dos estudos que citamos aqui, existem várias pesquisas sobre o consumo dessa bebida e de que forma ela afeta a nossa saúde.

A regra básica é sempre a mesma: o excesso é prejudicial. Com o café não é diferente. Portanto, a palavra-chave é moderação.

(Autora: Daniela Malagoli)

(Fonte: meucerebro)

*Via nossa página parceira.

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