Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos.” (Martha Medeiros)

Amor tem que fluir. Amor que só anda às custas de insistência é pesado demais pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Amor que freia, que restringe e que exige palavras planejadas é travado demais pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Amor que demanda compreensão irrestrita para todos os NÃOS tem SINS de menos pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Amor que não consegue reconhecer o investimento do outro é egoísta demais pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Amor que precisa de segredos, que precisa se esconder, que precisa de posturas comedidas é parcial demais pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Amor que descuida e acumula distâncias é solitário demais pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Amor que se agarra a promessas improváveis é aflito demais pra se manter Amor.

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Amor tem que fluir. Amor que não inclui o outro nas coisas do dia a dia – nas grandes e nas pequenas – é independente demais pra se manter Amor.

Amor tem que fluir. Com generosidade. Com alegria simples. Com preguiça compartilhada. Com perrengues compartilhados. Com compromissos chatos às vezes – mas que se tornam menos chatos justamente por serem compartilhados.

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Amor tem que fluir. Com honestidade sensível. Com disposição verdadeira. Com piadas bobas. Com mãos estendidas. Com braços abertos. Com coração inteiro. Com tesão no corpo. E, principalmente, com tesão na alma.

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Giselle Castro
Graduada em Letras, com MBA na área de Engenharia da Qualidade, não trabalha nem numa área, nem na outra - o que mostra que nem tudo é linear nessa vida. Não é terapeuta, nem psicóloga; está começando a tatear seus caminhos profissionais na astrologia (porque é por ali, no meio das estrelas, que o coração dela estacionou há tempos...). Tirando a parte dos rótulos, ela é apenas uma dessas pessoas que tentam viver com ética, bom humor, leveza e autenticidade - e que nem sempre conseguem, mas continuam tentando. Escrever foi a forma que ela encontrou, desde muito criança, para organizar a bagunça da mente e do coração. Por sorte, tem funcionado desde então. É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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