Há uma nova modinha comportamental em curso: O Coitadismo. Até políticos estão fazendo uso. É uma estrada sem volta, afinal, o coitadismo funciona desde que o mundo é mundo. Só entrou na moda agora, mas é bem antigo.

Ser coitadinho chega quase a ser bem visto pelos humanos. Tudo bem que alguns humanos enxergam mal, se é que me fiz entender.

Essa gente apelativa, que tem medo da vida, que não se prepara para qualquer tipo de perda, enfim, os fracos, sempre conseguem algo como recompensa pelo seu sofrimento.

Antes que algum mala de plantão me ofenda, não estou falando dos que realmente sofrem por algo concreto, estou falando sobre os que se pintam de sofredores. Você deve saber a diferença, deve conhecer uma porção de gente assim.

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Eles sempre fazem de tudo para chamar a atenção. Mas de uns tempos pra cá, graças à tecnologia, surgiu uma porção de plataformas para que eles tentem chamar ainda mais a atenção. As redes sociais são ferramentas poderosas, afinal, dá pra se medir instantaneamente se a vitimização está funcionando.

De acordo com os “likes” e comentários de apoio moral, pode se ter uma ideia de quantas pessoas foram atingidas e se solidarizaram com aquele seu sofrimento para inglês ver. Sim, muitos desses sofrimentos, provável que a esmagadora maioria, cria essas situações para chamar atenção.

É fácil chegar a essa conclusão, basta aprofundar a percepção um pouco além de um pires, basta analisar as pessoas e não apenas a suposta dor exposta. Quem age assim normalmente é carente, tem problemas sérios de autoestima e espera que os comentários dos seus posts levantem algo que é sua responsabilidade. Calma, eu explico.

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Autoestima é algo pessoal e intransferível. Quem tem que fazer força para levantá-la quando está baixa é a própria pessoa e não os outros. Deixa eu ver como é que vou explicar isso melhor: Quando permitimos que elogios, apoios externos, levantem a nossa autoestima o efeito dura pouco. Quase como uma espuma de cerveja. A curto prazo pode parecer bom, a médio é uma porcaria.

Até porque, convenhamos, ainda que fosse no meio da rua e diante de um desconhecido, quando vemos uma pessoa chorando, logo tentamos imaginar sua dor e, por vezes, tentamos nos solidarizar oferecendo alguma ajuda. Imagine se for um amigo, ainda que virtual. É óbvio que nossa primeira reação é tentar levantar o astral da pessoa.

É evidente que temos que ser solidários, é claro que temos que ajudar o próximo, é inteligente fazer uso da empatia, todo mundo sabe os conceitos óbvios e não é preciso falar disso. Usemos o bom senso, por favor.

Estou falando que tem gente que abusa disso maquiando ou supervalorizando o suposto sofrimento. Mais ou menos como se usassem uma máscara para esconder a verdade, no caso, a carência. Oras, o que há de errado em ser carente? Nada, desde que se faça algo para tentar eliminá-la. E não é o coitadismo que vai ajudar. Ah, mas não vai mesmo!

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As pessoas não gostam dos coitadinhos. Sequer os respeitam, pelo contrário, agir assim só desperta piedade, pena. Cá entre nós, nada mais desprezível do que sentir pena de alguém. Pior, nada mais deprimente do que despertar esse sentimento nos outros.

Por isso a conta não fecha, a fórmula não faz o menor sentido. Como podem fazer uso do coitadismo para levantar a autoestima se isso só vai despertar os piores sentimentos nos outros?

Fica pesado quando colocado desse modo, não é? Eu sei, gosto da terapia de choque e nada choca mais as pessoas que mostrar-lhes um espelho. Ainda vou retomar o tema… Espelho.

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Marcelo Mello
Coach Pessoal e Empresarial, Consultor de Negócios, palestrante e escritor. É colunista do site Fãs da Psicanálise.




9 COMENTÁRIOS

  1. Que surpresa encontrar um texto com tamanha agressividade e insensibilidade em um portal de psicanálise. Um texto totalmente contraditório, cheio de “bate e assopra”. Como medir a dor do outro? Como saber o que é exagerado em relação ao que não é? Medir a dor dos outros através da sua “régua”, não parece que seja algo tão simples. “Fica pesado quando colocado desse modo, não é?”…não meu caro, fica irresponsável.

    • Não vi nada de agrassevidade no texto.
      Será que você acredita mesmo que a vida não é constantemente repleta de “bate e assopra”?
      Insensibilidade é não perceber essas nuances, a vida, per si, é contraditória.
      Irresponsável a meu ver é a hipocrisia generalizada que vemos “correndo solta” por aí, você não concorda?

  2. Essa simplificação do sofrimento humano por meio de argumentos buscados dos maus caráter e dos oportunistas do meio político é deprimente e sem fundamentos na Psicologia que creio necessário o Conselho de Psicologia se posicionar em relação ao fato de qualquer um falar como Psicóloga/Psicólogo. Isso é um texto raso, panfleteiro para caber direitinho no curto e rápido das mídias

    • Maria Celeste, você tem certeza que leu o texto ou só deu uma passada de olhos?
      Sinceramente, pelo visto pulou algumas frases, períodos e orações. Sabe por que vou nessa linha de raciocínio? Simples, acho que você não soube fazer uma leitura acurada do texto e dessa forma não foi capaz de interpretá-lo com coerência; a compreensão do texto foi assim comprometida.

    • Minha querida, eu jamais faria isso…
      Não preciso me defender de críticas.
      Lamentável vc falar uma coisa dessas!!!
      Inclusive é uma acusação séria e será punida por isso.

  3. Adorei o texto !! Marcelo Melo fala claramenteno texto que nso estah se referindo a pessoas com problemas concretos . Bem..
    Eu acho que essas pessoas querem simplis mmente saber a opiniao alheia a respeito da soluçao dos seus problemas , querem respostas diversas pq nao sabem fazer escolhas e isso me parece imaturidade . Querem atencao , sabe , tipo crianca que quer q vc escolha por ela se nao ela chora ? Bem isso …obviamente sao carentes e como ninguem quer dar o braço a torcer que eh carente , se diz ser o coitadinho !!!
    ” Ahhh minha vida nao melhora ” kkkkkkkk conheço um monte !!

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