Já vou avisando que talvez isso não aconteça com você, mas garanto que já viu isso acontecer com alguém, então compartilhe com as pessoas que conhece para que possamos reverter essa cultura do “empurra para frente”, pois a vida passa…

Todo final do ano, meados de novembro, quando a decoração natalina começa a colorir as vitrines e as ruas são decoradas com uma iluminação especial, inicia o movimento para expulsar o ano vigente e de esperar o ano novo.

Sempre existem razões verdadeiras para criar a expectativa de um ano bem melhor. Isso já é uma cultura criada, o culto ao ano novo, a espera de uma nova vida. Aí “assassinamos” o ano, quase dois meses antes da época de ele realmente morrer. Quase dois meses vivemos no limbo, afinal o outro ano não chegou e o atual não acabou.

Depois desses quase dois meses, chega o tão esperado ano novo e deixamos para começar todos os planos novos depois do carnaval, pois a crença é que antes do carnaval nada começa. Então, na verdade, quase quatro meses do ano são de espera. Já pensou nisso?

Toda a expectativa gera ansiedade, então, durante esses quatro meses a ansiedade impera e a produtividade cai. E, tem mais, durante o ano escuto sempre: nossa o ano está passando rápido demais! Aí, as coisas que deixamos de fazer são atribuídas a falta de tempo.

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Somos seres engraçados, não é? Reclamamos de tempo, mas esperamos quatro meses para começar um novo ano. Já pensou nisso? Talvez não aconteça com você, mas já viu pessoas que esperam a segunda-feira para fazer dieta ou começar academia, que esperam a sexta-feira para relaxar, que esperam o filho entrar para escola para poderem voltar a fazer algo que deixaram para trás e, depois, espera as férias deles para viajar e…

Quando a gente começa em novembro, um planejamento concreto dos novos projetos, ou o planejamento da continuidade de atividades atuais, ótimo! É isso mesmo que devemos fazer sempre, não só no final do ano.

Planejamento de curto, médio e longo prazo são fundamentais, assim como também o acompanhamento deles e o redirecionamento, quando não está dando certo. Mas, quando a gente começa a perguntar, nessa época, quando acaba o ano e começamos a apenas contar os dias para o final dele, estamos simplesmente deixando a vida no piloto automático.

Já reparou que, apenas no primeiro dia do ano, quando recepcionamos com alegria os primeiros bebês nascidos na virada, é que aparece esse tema em todas as mídias? A vida, o nascimento é contemplado em apenas um dia do ano, apenas um dos 365 dias paramos para assistir a alegria da vida, do nascimento, aí não queremos que a depressão, a ansiedade e as doenças estejam em alta!

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O que 2017 terá de diferente de 2016? Nada se não fizermos diferente. Nós somos os responsáveis pelos resultados ruins, afinal, coisas ruins sempre vão acontecer.

Catástrofes, mortes, acidentes, fazem parte da vida! Mas a felicidade, as conquistas, as superações, também! A influência do que a maioria mostra, fala, pratica pode ser prejudicial para nós. Podemos ligar o piloto automático e esquecer de desligar.

Quer realmente fazer 2017 diferente de 2016?

Comece agora, não deixe para depois, essa já é a primeira dica. Pare de esperar e comece a agir. Faça diferente, não espere a segunda-feira ou a sexta-feira, ou o inverno, ou o verão, ou o que quer que seja, decida e comece. É importante cultivar a capacidade de agir no momento certo da decisão.

Só comece outro planejamento, se estiver dando continuidade aos que começou. Disciplina e persistência são fundamentais para alcançar metas, sonhos, para concretizar planos. Se não nos ativermos a isso, vamos continuar iniciando e não conseguimos terminar.

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Coloque metas que realmente possa cumprir. Ser realista, faz com que tenhamos êxito, pois, se formos otimistas demais e não alcançarmos as metas, a frustração começa a minar nossa autoestima.

Concentre-se nisso e realmente faça 2017 diferente de 2016.

Feliz todos os dias! Viva intensamente o momento e seja cada vez mais feliz!

(Autora: Isabel Rios Piñeiro)
(Fonte: blogdaisabel.com.br)
*Texto publicado com autorização da autora

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