Alguma vez você já sentiu que estava causando mal para si e insistiu nessa atitude? Pois é, existem momentos em que podemos ser nosso maior inimigo. Falar sobre isso é uma maneira de encarar uma realidade que muitas vezes parece fazer parte de um comportamento sem lógica, típico da loucura.

Ser inimigo de si mesmo é algo inusitado, dissimulado, um comportamento que pode ter início de forma inconsciente, como se você tivesse intenção de se prejudicar. Trata-se de um impulso negativo que todos nós temos em maior ou menor grau, e que vem à tona nas características das pessoas autodestrutivas.

Na grande maioria das vezes os maus hábitos vão-se instalando na sombra, através de palavras bem comuns à psicanálise: o “mecanismo de defesa”, uma maneira que o ego estabelece para fugir ao mal-estar, à mágoa, à angústia, à ansiedade, à vergonha.

Sigmund Freud analisou que os comportamentos autodestrutivos podem até ser iniciados para recuperar a autoestima, ou para esquecer e aliviar uma dor emocional. Freud descobriu que todos nós temos um impulso para a vida e tudo o que é construtivo, que denominou de “pulsão de vida”. No entanto, também temos o impulso oposto que se inclina para a morte e a destruição, que ele chamou de “pulsão de morte”.

Esses impulsos agressivos são direcionados para o outro, mas por algum motivo é impossível expressá-los. Muitas vezes, porque eles são direcionados para um ente querido ou porque temem as consequências de lhes dar uma voz. Nesses casos, a agressão acaba se voltando contra si mesmo. Dessa forma, a pessoa aprende a se comportar como o seu pior inimigo e se configuram as personalidades autodestrutivas.

Há muitas maneiras de destruirmos à nós próprios, seja: bebendo em excesso, comendo demais, gastando dinheiro compulsivamente, se viciando nos jogos de sorte/azar, dentre outras maneiras. Qualquer atividade compulsiva que se possa ter por iniciativa própria e que prejudique de forma significativa a vida de uma pessoa, pode ser considerada de comportamento autodestrutivo.

Leia Mais: A autossabotagem não nos permite correr riscos para alcançar algo que merecemos

1. Crenças negativas
As crenças autodestrutivas, são pensamentos que foram arraigados dentro da mente de uma pessoa e que impedem o seu avanço ou desvalorizam as suas conquistas. Essas ideias incluem todos os pensamentos destinados a subestimar a pessoa na mente de alguém autodestrutivo, esses pensamentos surgem quase que automaticamente.

Essa série de ideias, de pensamentos, começa a se formar na infância, pela profecia ou repetição de frases de seus parentais, por exemplo: “você é burra (o)”, “você é inútil”, “Você é feia (o)”, “você não poderá”, “você não será capaz”. Uma crença é algo tão forte, que na maioria das vezes acaba se concretizando, a pessoa acredita nisso cegamente. É comum também que o indivíduo enfatiza sempre aquilo que faltou para conseguir algo, o que não ficou perfeito, o que não é ou o que ele não tem.

2. Autossabotagem
Quantas e quantas vezes essas pessoas procuram mudar de vida e prometem para si que a partir da manhã do dia seguinte terão novas metas, novos objetivos. Entretanto, assim que acordam são dominadas por um terrível inimigo, manipulador e sabotador: a sua própria mente. Essa autossabotagem manifesta-se na incapacidade que essa pessoa tem de controlar os próprios comportamentos.

3. Ansiedade
Desta maneira, quando a pessoa pensa em ter um objetivo e se prepara para fazer de tudo para alcançá-lo, existe algo mais forte que as impede: a ansiedade. Uma série de sentimentos expressos em reações físicas, extremamente incomodas, que são alimentados de forma inconsciente à vontade individual do ser. O medo do futuro e de que tudo se torne insustentável, retira da força presente qualquer ímpeto de prosperar em direção à dias melhores.

4. Depressão
Ainda, para essas pessoas que possuem o comportamento autodestrutivo, há outra ameaça: a depressão. Acostumadas a não sentir segurança e, eventualmente, receberem qualquer tipo de reconhecimento, essas pessoas que estão sempre vendo suas esperanças de melhora naufragarem, se percebem depressivas. Uma dor que se alimenta de frequentes fracassos, perdas, ilusões, decepções e todo conjunto de emoções negativas que não consegue ser ressignificado pela constância em que é vivido.

*Este texto é parte integrante do treinamento “Como transformar obstáculos em oportunidades”, de Natthalia Paccola. A reprodução é proibida.

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Natthalia Paccola
Desde que começou os estudos em Psicanálise e Psicoterapia, a jornalista, bacharel em Direito e mestre em Ciências Naturais pela Unicamp,  Natthalia Paccola levanta uma premissa sobre a sua vida profissional: nunca aceitaria rótulos ou doutrinas acadêmicas. Mas é claro que sofre influências de vários pensadores.Sua grande fonte de inspiração como autoridade em levar Luz para o Bem através de mídias sociais, no entanto,  tem sido os seus próprios seguidores, cerca de 10 milhões que passam semanalmente pela sua Fanpage, Grupos, YouTube, Site, Instragram ou Twitter.


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