Quantas semanas são necessárias para transformar um recém-nascido em um senhor de 90 anos?

Essa pergunta pode parecer estranha a princípio, mas é por meio desse questionamento que vamos conseguir entender melhor o olhar sobre o tempo que pode modificar nossa perspectiva de vida.

Quando enxergamos a vida a partir dos anos, ela parece longa e infinita.

Ao fragmentarmos o tempo em meses, ainda temos a sensação de termos a vida inteira para sermos felizes ou buscarmos por nossos objetivos.

Essa sensação da distância do um possível “fim” de nossas vidas faz com que nos acomodemos à nossa zona de conforto de maneira excessiva, impedindo-nos de entender o quão paradoxalmente efêmeros e preciosos são os nossos momentos.

No entanto, quando olhamos para o tempo dividindo-o em semanas, toda essa sensação de eternidade se comprime ao curto “aqui e agora” que escorre por entre os dedos.

Você já parou pra pensar sobre como “gasta” a sua semana?
Um estudo recente mostrou que a maioria dos americanos, por exemplo, gasta maior parte da sua vida em função da carreira, esperando ansiosamente para aproveitar a aposentadoria.

Por outro lado, se pensarmos que nem todos nós viveremos até os 90 anos (como Kurt Cobain, Janis Joplin e Jimmy Hendrix que morreram no auge dos seus 27 anos), será que vale a pena enxergar a vida apenas sob a perspectiva de “anos” ao invés de fragmentar o tempo em semanas e aproveitá-la de maneira mais consciente?

Dado esse fato, a única expressão apropriada para descrever sua semana é: ela é preciosa. Das trilhões de trilhões de semanas distribuídas pela eternidade, você foi presenteado com um punhadinho delas.

O que é realmente precioso pra você?
Quando falamos em preciosidade, costumamos relacionar o conceito à matéria antes mesmo de pensarmos nas coisas subjetivas.

Pensando nisso, se você multiplicar o volume de um diamante 0,05 quilates pelo número de semanas em 90 anos (4.680), terá como resultado (quantitativo) um pouco menos que uma colher de sopa. :O

Olhando para esta colher de diamantes, há uma pergunta muito clara a se fazer: “Você está aproveitando o máximo de suas semanas?”

Ao fazer essa comparação, pensei sobre como posso usar minhas próprias semanas, observando que há duas boas maneiras de usar um diamante:

1) Aproveitando o diamante.

2) Construindo algo para fazer seus futuros diamantes ou tornar o diamante das outras pessoas mais “agradável”.

Em outras palavras, você tem essa pequena colher de diamantes e você realmente deseja criar uma vida em que eles te façam feliz, mas eles não o farão sozinhos: você precisa fazer a escolha de como aproveitá-los.

Para isso, o ideal seria estarmos bem equilibrados entre #1 e #2. A harmonia entre aproveitar sua semana e construir boas ações para o seu futuro e para os outros ao seu redor é o ponto perfeito para nos tornar capazes de realizar tudo o que desejarmos.

É claro que nem toda semana será agradável, mas se você se lembrar dessa balança, poderá se equilibrar para estar pronto para que a próxima semana seja melhor.

Para encontrar esse equilíbrio, o conselho mais simples é autorreflexão constante: “eu estou na carreira certa?”, “esse relacionamento me faz feliz?”, “eu deveria mudar alguma coisa na minha rotina?”, entre outras.

Quando você reflete constantemente, encontra com mais facilidade coragem, autodisciplina e criatividade para realizar as mudanças necessárias e sentir-se grato por aquilo que já o faz feliz.

Mas… fique atento!
Quando uma longa sequência de semanas ruins acontece, a tendência é que fiquemos deprimidos ou frustrados.

Mas lembre-se que elas são tão importantes quanto as boas semanas, pois muitas vezes são apenas as semanas ruins que nos levam a uma mudança de vida.

Já refletiu sobre o seu tempo hoje?

(Fonte Original: upworthy.com)
*Texto traduzido e adaptado pela equipe Fãs da Psicanálise.

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