Aqui entre nós, decepção não mata ninguém. Só se desaponta quem está vivo e viver é criar expectativas.

Todos esperamos alguma coisa. Esperamos dos outros, de nós mesmos, da vida. E você sabe: quase nunca o que a gente espera acontece como a gente quer.

É assim que é. A decepção é um movimento involuntário. Independe da nossa vontade. Acontece de qualquer jeito. E se nos fragiliza é para nos fortalecer depois.

Cada um de nós já causou mais decepção do que é capaz de reconhecer ou lembrar. É da vida. Acontece.

Alguém espera de nós o que não podemos ou não queremos dar e pronto: está criada uma situação aborrecida, constrangedora, difícil.

Fazer o quê? Ainda não inventaram xampu para consciência limpa. Ser decente é o único jeito. A nós só cabe manter a decência para dormir mais leves.

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Por outro lado, vira e mexe você e eu e todo mundo nos desapontamos com alguém aqui e ali por algum motivo. Fazer o que de novo? O que não nos mata nos fortalece. Sigamos em frente que a vida é isso mesmo. Osso!!

Com o tempo, a vida e todo o trabalho que ela dá, passam a decepção, a culpa, a tristeza e os sentimentos de abandono e desamparo.

Dá trabalho, dá um trabalhão danado. Mas quase sempre, quando passa a tormenta, porque ela sempre passa, quem por algum motivo me desaponta dá em mim um gosto sincero e adocicado de gratidão e ternura, feito um ventinho de domingo à tarde.

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Com sorte e boa vontade, aos poucos vamos nos fazendo irmãos de novo, companheiros de um tempo qualquer que passou e ajudou a nos trazer até o lugar em que estamos agora.

Eu daqui me pego pensando baixinho que esse é o mesmo sentimento que existe do lado de lá, com as pessoas que eu também desapontei. Eu espero. Mas você sabe: quase nunca o que a gente espera acontece como a gente quer.





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