“Não se contente com ninguém, só assim você poderá ter alguém” (autor desconhecido).

Lá estava eu de novo, olhando para dentro da geladeira e procurando algo para preparar o meu jantar, agora que estou solteira. Eu poderia comer um lanche de atum ou uma macarronada sem me preocupar em engordar? Poderia pagar 50 reais em uma pizza e não ter com quem dividir? Programar as minhas férias de acordo unicamente com a minha agenda? Eu ainda tenho amigos suficientes para se juntar a mim?

Enquanto escolho o que comer essas questões invadem o meu pensamento, junto da pergunta inevitável: minha vida foi feliz antes e depois dessa pessoa ir embora? A resposta é sim. Sim, foi!

Eu tenho uma carreira que me deixa feliz, vivo sozinha (finalmente), estou me recuperando e tenho amigos maravilhosos, minha família e meu gato. A única diferença é que eu não tenho ele.

Eu tinha imaginado viver muitas coisas com aquele homem. Eu dizia a mim mesma que nos dávamos perfeitamente bem, que ele e eu nos entendíamos, que éramos cúmplices e leais. Então eu senti que ele deveria ser “o único” até que ele deixou claro que eu não era a única.

Embora estivesse triste porque ele não estava mais em minha vida, percebi que estava de luto pelas suposições que fiz, os sentimentos desconfortáveis que deixei passar e o sonho que criei na esperança de que a busca por um casamento perfeito tivesse acabado. Então, notei o que eu realmente fiz até aqui. O que eu e tantas pessoas fazemos para nos convencer de que estamos seguras em um relacionamento quando, na verdade, não estamos?

Assim resolvi escrever essa lista com três comportamentos que se repetem e como alterá-los.

1. Nos subestimamos ou negligenciamos a nossa intuição:
Nós não ouvimos aquela voz irritante do eu interior que diz: “Isso parece estranho. Você apenas mentiu sobre o tipo de comida que você gosta, para agradá-lo”.

Se você se encontra nesta situação, deixando de ser sincera e falar sobre suas preferências, provavelmente está diminuindo seus desejos para alimentar as vontades do seu parceiro. Você precisa falar o que pensa e se mostrar verdadeiramente, ou apenas servirá para agradar e não para ser agradada.

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2. Ficamos ansiosos com o futuro:
Se a sua família é como a minha, eles querem saber se você vai se casar. As pressões e normas da sociedade nos ditam que devemos casar até os 30 anos e tornam esse o objetivo de nossa vida. Nós internalizamos essa mensagem, esperamos e sonhamos com esse casamento toda vez que entramos em um relacionamento. Isso pode nos manter em relacionamentos infelizes porque nos convencemos de que não temos tempo para conhecer uma nova pessoa e começar de novo. Cada pessoa tem o seu tempo e isso deve ser respeitado, por isso não se preocupe com as pressões externas.

3. Nós nos acomodamos:
Estamos dispostos a comprometer alguns valores fundamentais, qualidades e importantes traços de caráter com o intuito de mantermos aquela pessoa ao nosso lado. Isso pode acontecer, simplesmente ainda não sabemos o que queremos em um relacionamento.

Como alterar esses comportamentos

Todos nós temos um sentimento associado à intuição, que alguns chamam de sexto sentido. Se esse sentimento existe, ele deve ser utilizado. Então caso sinta que algo está errado, é mais que provável realmente esteja. Não ignore o que sua voz interior lhe diz.

Pergunte a si mesmo: por que me sinto assim? O que parece errado aqui? Seja o seu próprio explorador. Isso pode ajudar a economizar tempo e energia em um relacionamento em que você não se sinta confortável ou compreendido.

Como seres humanos, todos nós queremos evitar a dor e o sofrimento. É normal. Assim, nos relacionamentos, temos duas alternativas: fugir quando temos medo das fortes emoções ou podemos ficar em um relacionamento infeliz apenas pelo fato de estarmos acomodados.

Parte do problema que muitos de nós enfrentamos é que não temos certeza do que queremos e, portanto, atraímos algumas qualidades, mas não todas. Acredite ou não, namoro e rompimentos nos permitem recuperar a clareza, dizer: “Sim, eu gosto disso, mas não isso.” Quanto mais claro você é, mais clara pode ser a sua escolha.

Tudo o que você é, pensa e sente é importante. Você merece ter tudo isso valorizado pelo seu parceiro. Se você perceber que, de repente, está negligenciando partes de si mesmo ou omitindo-as, então você não está sendo fiel ao seu eu autêntico.

A melhor coisa a fazer aqui é começar o processo de aprender quem você é como indivíduo. Do que você gosta? Onde você gosta de sair? Com que tipo de pessoas você gosta de se relacionar? Quais foram as coisas nesse relacionamento que lhe deixavam mal? Quais são as coisas que você amava?

Leve essas respostas para o seu próximo relacionamento. Mas lembre-se de se dar tempo para lamentar a sua recente perda, direcionar o foco para o seu auto conhecimento e partir para uma nova parceria ainda mais forte.

(Fonte: tinybuddha)

*Traduzido e adaptado pela equipe Fãs da Psicanálise.

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