Tem um ditado popular que diz que Deus dá a cruz que cada um consegue carregar, ou qualquer coisa parecida, sou católico, mas não me lembro.

Não sei se é verdade, não é o que tenho visto por aí. De duas uma, ou a cruz anda pesada demais ou as pessoas é que estão muito fracas. Talvez até as duas coisas, por que não?

Dia desses, na página do Facebook deste mesmo site, havia uma pergunta interessante e que me deixou bem perturbado por dois motivos, já explico.

A proposta da página era mais ou menos assim: Se você pudesse descrever em uma só palavra o seu estado de espírito neste exato momento, o que escreveria?

Bem, aí vão meus dois motivos:

1. Não soube o que escrever sobre o que sentia naquele instante.
2. Algumas respostas foram estarrecedoras.

Não soube responder porque não achei um adjetivo que fosse tão abrangente uma vez que a ideia era resumir tudo numa só palavra. Confesso que não ando lá muito bem e por essa razão, um turbilhão de respostas meio ruins tomou conta do meu ser naquele momento.

Por outro lado, foi bom parar para pensar. Foi bom mesmo. Não que eu tenha chegado a alguma conclusão, ou melhor, não que a conclusão tenha sido algo desconhecido ou novo. Tudo o que ando sentindo é pra lá de velho. Deixemos isso de lado.

Leia Mais: O peso do juízo que fazemos sobre nós mesmos

As respostas dos leitores… ah, como foi dolorido ler tanta coisa ali naquele post. Gente que se sentia devastada, triste, deprimida, desalentada, solitária, em suma, uma porção de sentimentos ruins.

Aí comecei a olhar o perfil das pessoas. Sim, sou mega curioso. Confesso que daquele ponto em diante quem ficou estarrecido fui eu. Pessoas jovens, entre vinte e trinta anos em sua maioria já se sentido… devastada? Uau, isso é um problema grave.

Até entendo os quarentões e cinquentões se sentido desse jeito, tenho uma teoria que diz que todo mundo se sentirá deprimido na meia idade… Mas já aos vinte? Aos trinta? Isso é muito triste. Quem está ajudando essa gente? Elas procuram efetivamente alguma ajuda? Quem os escuta? Elas falam o que sentem para os amigos e familiares ou só em páginas na internet?

Não sou o cara mais legal do mundo, não quero resolver todos os problemas da humanidade, mas sim, gostaria muito de poder fazer alguma coisa por quem está nesse estado de espírito. Não sei como, não sei onde, nem sei quando, mas que eu gostaria de ajudar, gostaria. Claro, gostaria também de ser ajudado, uma vez que… ando sentindo que a cruz que carrego está um tiquinho fora do peso ideal.

Sei que temos que carregar alguma cruz, não sou ingênuo em acreditar que a vida deveria ser uma estrada colorida. Mas… essa cruz precisa ser tão pesada? Tão cheia de farpas? E o caminho, precisa ser tão cinzento?

Mas há um lado bom, pelo visto, encontrarei mais gente pelo caminho que tem passado pelos mesmos obstáculos. Talvez juntos, consigamos chegar ao nosso destino, seja ele qual for.

(Imagem: Lerbscher Amandine)

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Marcelo Mello
Coach Pessoal e Empresarial, Consultor de Negócios, palestrante e escritor. É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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