Quantos não são os preconceitos e críticas que diariamente nós praticamos e nem percebemos. “Aquela piadinha de ‘preto’ é tão engraçada”, “apesar dele(a) ser homossexual, canta muito bem”, “ah! eu gostava dele(a) quando era gordinho(a) porque era mais engraçado(a)”.

Todos estes comentários trazem consigo uma carga preconceituosa e discriminatória camuflada em senso de humor ou até mesmo opinião. O que difere uma opinião de um julgamento é uma linha tênue, chamada bom senso.

Quando você opina a respeito de algo é porque tem domínio sobre o tema e mais importante, respeita o que o outro tem a dizer, principalmente quando o outro diz algo que vai contra aquilo que “acreditamos ser o correto”.

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Quando você opina porque acha que é a única verdade e não aceita nada que não se ajuste à sua opinião, sinto lhe informar, mas você, na verdade, está julgando.

Sim, julgando o outro, uma vez que este não se adequa aos seus padrões de pensamentos, opiniões, atitudes e aparências.

Caetano Veloso já dizia “é que Narciso acha feio o que não é espelho”, e é essa síndrome narcisista que carregamos conosco explicitamente no nosso dia a dia.

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O que é normal ou anormal? Nem mesmo a ciência da psicologia tem essa definição. O que nos remete ao próximo passo, respeitar aquilo que não nos é ideal.

Se fulaninho gosta de sicraninho, se beltrana não está na onda fitness e seu IMC diz que ela está com sobrepeso, se seu vizinho não tem o mesmo tom de pele que o seu; nada disso os torna piores ou melhores do que você, apenas diferentes. E não há nada melhor do que as diferenças para serem apreciadas e respeitadas.

Portanto, a perfeição está nos olhos de quem vê.

Saber apreciar as coisas, pessoas e situações faz com que tenhamos uma vida mais leve. Nem tudo o que à primeira vista é
negativo, realmente é ruim, ou seja, tudo é aprendizado.

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Um momento de crise nos obriga a ser mais criativos e proativos; um rosto imperfeito nos faz enxergar os sentimentos.

Se algo ou alguém não está dentro dos nossos padrões, quem nos garante que nós estamos nos padrões dos outros?

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Natalia Garrido
Bióloga e Microempresária. É colunista do site Fãs da Psicanálise.


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