Falaremos neste artigo sobre seis teorias que tentam explicar as origens de nossos medos. Se quiser fazer com que o artigo seja interativo, você pode pensar sobre os seus próprios medos, e à medida que avançamos, verificar se uma dessas teorias pode explicar os seus medos.

Evolução (1)
O que você acha que nossos ancestrais primatas, vivendo há milhões de anos atrás, temiam? Certamente não acidentes e armas nucleares. Eles provavelmente temiam predadores perigosos. E, de acordo com a visão evolucionária, aqueles que temiam animais perigosos e, como resultado, protegiam-se desses predadores, tinham maior probabilidade de sobreviver e se reproduzir. Em outras palavras, somos os descendentes daqueles que apropriadamente temeram os perigos em seu ambiente. Naturalmente, herdamos as mesmas tendências de medo.

Considere seus próprios medos agora. Poderia haver uma razão evolutiva para sua persistência?

Personalidade (2)
Por que algumas pessoas se sentem apenas um pouco ansiosas quando veem sangue, e outras podem até desmaiar? Uma característica de personalidade que pode ser relevante para a nossa discussão é propensão ao nojo. Algumas pessoas são mais propensas a experimentar nojo do que outras quando entram em contato com estímulos potencialmente repugnantes (por exemplo, frutas podres, urina, sangue).

Pondere seu próprio medo novamente. Você está propenso a sentir nojo?

Para responder a esta pergunta, você pode pensar sobre suas reações, em comparação com os seus amigos, para entrar em contato com certos animais e insetos (barata, rato), para ver as pessoas babando em seu sono, a ter que usar um banheiro em um bar, estação, etc.

Cognição (3)
As teorias cognitivas sugerem que, se percebemos o perigo ou o esperamos em alguma situação, é mais provável que experimentemos o medo. Mas o que nos faz perceber o perigo? Certos aspectos conspícuos de uma situação ou objeto? Por exemplo, temos medo de animais estranhos, são rápidos, ou movem-se subitamente. Portanto, se nós nos deparamos com algo completamente novo, como um robô, que tem uma aparência estranha ou movimentos bruscos repentinos, podemos sentir medo.

Pense no objeto / situação que você teme. O que, especificamente, torna assustador? Use todos os seus sentidos para responder isso.

Informação (4)
O medo pode ser aprendido; por exemplo, quando outros transmitem mensagens relacionadas ao medo para nós, seja na forma escrita ou oralmente. Você pode, por exemplo, ler um rótulo de advertência, fumar mata, ouvir o seu professor avisando sobre as consequências de práticas sexuais inseguras, ou ouvir um conto angustiante de um veterano sobre os horrores da guerra.

Em cada caso, você pode aprender a temer uma situação, objeto, ação, pessoa, etc., apenas com base no que os outros disseram.

Pense nos seus próprios medos agora e veja se consegue se lembrar de avisos relevantes de outras pessoas, como seus pais, professores, amigos, TV, etc.

Leia Mais: TESTE: Revelamos qual é o seu maior medo através de questões simples!

Observação (5)
Nós adquirimos alguns medos observando os outros. Por exemplo, imagine que um amigo seu enfrente um valentão, mas é espancado severamente. Ou você assiste seu irmão interagir com um cachorro fofo, que inesperadamente morde sua mão e causa um ferimento grave e doloroso.

Você observa como alguém age e, em seguida, as consequências dessa ação. Observar os outros pode ser bastante poderoso para nos ensinar o que fazer e o que não fazer.

Mantendo seus medos em mente, tente lembrar se você observou outros na mesma situação relacionada ao seu medo. O que aconteceu com eles? Isso afetou você de alguma forma?

Encontro (6)
Você pode ter desenvolvido seus medos como resultado do aprendizado de um encontro direto com seu objeto de medo, possivelmente através do processo de condicionamento clássico. No condicionamento clássico, um estímulo neutro torna-se associado a outro estímulo e chega à mesma resposta que o outro, mesmo quando o segundo estímulo não está mais presente.

Por exemplo, se você teve uma queda frustrante, você pode ter aprendido a associar o ciclismo à queda e, portanto, à dor. Isto é, este encontro direto lhe ensinou que andar de bicicleta é igual a medo e dor, e deve ser evitado. Uma última vez, eu pediria que você refletisse sobre seus próprios medos: Seus medos se originaram de encontros diretos?

Espero que você tenha achado o artigo de hoje útil e tenha algumas ideias sobre as possíveis origens de seus medos. O medo pode nos fazer parar de pensar. Ser curioso em face do medo é uma maneira de começar a pensar novamente.

(Autor: Arash Emamzadeh)
(Fonte Original: psychcentral)
*Texto traduzido e adaptado por Carolina Marucci, da equipe Fãs da Psicanálise.

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