Qual é o seu problema? O que tanto lhe assusta a ponto de ser um panaca? Um frouxo ou alguém, completamente, vazio? Não é possível que não veja o quão errado você esteja.

Não se pode esperar de uma mulher que seja dama na rua e puta na cama, não pode-se separar mulheres que podemos ficar, das mulheres que podemos casar. Afinal de contas, no fim, ficaremos com quem casou conosco e casaremos com quem ficou também.

Separar como se possuíssemos esse direito é um ato machista imaturo. Mulheres precisam ser quem são, precisam usar saia se quiser, precisam ir para casa do cara se achar conveniente ou beber sem pensar, se achar necessário. As consequências disso são de total responsabilidade da vossa senhoria.

Quem é você para julgar quem “presta” ou quem não? Se a mulher gosta do decote, deixe mostrar. Se a mulher só tem isso a oferecer, triste realidade, mas em momento nenhum aponte dedos, pois você será o próximo a ser julgado.

Defini-las por suas ações é um ato primário de um amador ressentido. Esses seres complexos que possuem belezas ímpares não podem ser classificadas com aspectos tão superficiais. Mesmo que elas façam o mesmo com você, por seu carro, sua grana ou as rodadas de whisky com energético no meio da madrugada que você banca. Isso não nos dá o direito de entendê-las ou até mesmo escolhê-las.

Se você é julgado pelo seu exterior a culpa é sua rapaz. Onde já se viu ser tão vago a ponto de não ter nada a oferecer? Use os dedos para colocar uma aliança. Use a boca para chupar e não para pré julgar. Use as palavras para comunicar-se e dai então, quem sabe, um dia, com sorte, você encontre alguém que faça cair por terra todas às teorias que você possui sobre as mulheres.

E, provavelmente, ela faça você de gato e sapato, porque não será merecedor de alguém com esse calibre. Sempre esteve tão preocupado em julgar que não sabe nem o que deseja, perdendo-a assim, quando possuí-la.

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Procure alguém que ria até começar a tossir, alguém que coma batata frita até passar mal. Que corra pela manhã ou durma até meio dia, que sorria sem medo e dê uns tapas nessa sua cara de trouxa às vezes. Que saiba do seu valor e que lembre todo o dia que sua personalidade única é o que a diferencia.

Procure alguém de bunda grande ou pequena, alguém que se vista bem ou prefira sair indiferente, procure alguém que pense, alguém que saiba fingir, alguém que engane você, alguém que mexa com suas fraquezas, alguém que dirija quando você estiver caindo de bêbado ou até mesmo, ria da sua cara até cair no chão.

Meu querido leitor inconformado com a vida. Procure alguém que dê trabalho, que o faça soar e o irrite-o com frequência, gente diferente, que exija o seu melhor, que precise ser contida ou que faça você se conter. Precisa encontrar alguém que seja inteligente para pensar sozinha, mas sábia o suficiente, para discutir ideias a dois. Independente, mas amorosa, que o engane para surpreendê-lo depois. Que bata, para acariciá-lo. Que seja ela mesma.

Procure quem ela é e deixe-a perceber o que precisa ser melhorado por si só. Ninguém é perfeito, então largue essa mania de apontar e comece a desvendar o que a vida lhe propôs. Eu aposto com você que irá se surpreender.

Procure alguém que tenha personalidade e não tenha medo de mostrá-la. Alguém simples, mas única, que seja forte, mas nunca rejeite um abraço seu.

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Gabriel Capeletti
Professor por vocação, estudante de psicologia por paixão, morador da Serra gaúcha, amante de rimas intrigantes e do poder que cada palavra possui de tocar o coração de uma forma tão singular. É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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