É comum lembrar de filmes famosos como “Tubarão”, “Os Pássaros”, “O Rei Leão”, “Lassie”, “Free Willy”, “As Aventuras de Pi”, ou “Babe, O Porquinho Atrapalhado”, quando abordamos o tema: animais no cinema. A função desta lista é resgatar títulos valiosos e obscuros que merecem maior reconhecimento, clássicos e modernos, tramas em que os animais ganham destaque. Garimpei focando na qualidade dos filmes, já que trabalhos ruins e excessivamente piegas no tema existem vários.

Meu Melhor Companheiro (The Old Yeller – 1957)

A história se passa por volta de 1860, no Texas. Um pequeno garoto não quer nada com o cão que ele encontrou, mas “Old Yeller” prova que é um ótimo amigo, protegendo a sua família e salvando a sua vida. Rapidamente, eles se tornam companheiros inseparáveis, dividindo momentos de alegria, experiências e lições de vida sobre como crescer.

No Coração da Floresta (Perri – 1957)

O filme mostra como a vida de um esquilo fêmea, Perri, na floresta é cheia de perigo e marcada por riscos. Quando não está escapando de seu inimigo natural, o Martes (uma espécie animal, parente distante da fuinha), Perri encontra tempo para se apaixonar por seu príncipe encantado, um esquilo macho.

Keanu: Cadê Meu Gato?! (Keanu – 2016)

Dois amigos levam uma vida tranquila e sem grandes surpresas até que o gato de um deles é roubado. Em busca do plano perfeito para recuperar o animal, os dois decidem se passar por traficantes, membros de uma gangue de rua perigosa, embarcando em uma louca jornada atrás do gato.

O Corcel Negro (The Black Stallion – 1979)

Enquanto viajava com seu pai, o jovem Alec Ramsey, ficou fascinado por um belo cavalo árabe, que tinha ido para bordo e estava sendo transportado. Quando o navio tragicamente afunda, apenas Alec e o cavalo sobrevivem e vão parar em uma ilha deserta. Dentro das suas limitações, cada um ajuda o outro como pode e uma amizade surge entre o garoto e o cavalo.

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A História de Elza (Born Free – 1966)

No Quênia, casal adota filhote de leão, a leoa Elza. Adulta, seus donos preferem tentar sua readaptação ao habitat natural a vê-la cativa num zoológico.

Os Lobos Nunca Choram (Never Cry Wolf – 1983)

O biólogo Tyler parte numa expedição para o gelado Ártico para estudar o comportamento dos lobos que, acredita-se, estão dizimando uma espécie local. Ao chegar logo percebe que terá muitos problemas pela frente: os equipamentos são de pouca utilidade, a comida insuficiente e o isolamento é total. Apesar das dificuldades, aos poucos ele cria um mundo próprio e passa a conviver com os lobos e, mais tarde, com alguns poucos nativos. Baseado no livro autobiográfico de Farley Mowat.

O Urso (L’ours – 1988)

O personagem central da história chama-se Youk, um precoce ursinho que, ao ficar órfão, tem de aprender a sobreviver num mundo hostil. Dois caçadores, Tom (Tchéky Karyo) e Bill (Jack Wallace), matam a mãe do pequeno Youk e fazem o animal suportar as agruras da floresta e a fazer face aos perigos que o rodeiam. Mas ele também encontra Kaar, um grande urso solitário que, contra todas as expectativas, ajuda Youk a enfrentar seus piores e mais mortíferos inimigos: os dois caçadores.

O Reino dos Gatos (Neko no ongaeshi – 2002)

Essa é a história de Haru, uma garota muito preguiçosa que todos os dias chega atrasada na escola. Um belo dia, voltando para casa, salva um misterioso gato de ser atropelado. Na mesma noite a menina recebe a visita do Rei dos Gatos que a convida para conhecer seu reino, um lugar mágico, diferente de tudo, onde os bichos falam e se comportam como gente. Excelente animação dos estúdios Ghibli.

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Coração de Cachorro (Heart of a Dog – 2015)

A cineasta Laurie Anderson utiliza a sua relação de amor com Lolabelle, sua falecida rat terrier, como pano de fundo para uma reflexão profundamente emotiva neste belíssimo documentário. Se nós somos definidos pela habilidade da comunicação verbal, como Wittgenstein afirmava, “se você não puder falar sobre, não existe”, precisamos compreender a comunicação dos animais para que possamos codificar o relacionamento. Quando a cadela ficou cega, foi incentivada a tocar nas teclas do piano, produzindo sons que não são reconhecidos como melódicos pela forma humana de codificar música, mas por isso deixam de ser música?

A Mocidade é Assim Mesmo (National Velvet – 1944)

Sussex, Inglaterra. Velvet Brown (Elizabeth Taylor) conhece um órfão, Mi Taylor (Mickey Rooney), quando ele passava pelo local e o convida para jantar com sua família: sua mãe Araminty Brown (Anne Revere), seu pai Herbert (Donald Crisp) e seus irmãos, Malvolia (Juanita Quigley), Edwina (Angela Lansbury) e Donald (Jackie Jenkins). Logo Herbert Brown arruma um emprego para Mi. Quando Velvet ganha um cavalo numa rifa, decide chamá-lo de Pie e persuade Mi a ajudá-la a treiná-lo para a principal corrida de obstáculos de cavalos do país. Clássico dirigido pelo sempre competente Clarence Brown.

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Octavio Caruso
Octavio Caruso é escritor, crítico de cinema, ator, roteirista e cineasta independente. É colunista do site Fãs da Psicanálise.

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