Muita gente quer saber por que Sigmund Freud foi um homem a frente do seu tempo. Freud revolucionou a maneira com que o ser humano era visto, mostrando que a parte mental de um homem está muito além da física.

É por esse motivo que Freud continua sendo seguido, estudado e abordado em diversas escolas de formação de psicanalistas e dentro de clínicas de psicoterapia. Nunca se havia pensado na mente humana como Freud propôs e isso fez estremecer os alicerces das escolas de medicina da época.

Neste texto vamos colocar tanto como Freud contribuiu para a psicoterapia e também mostrar o que ele fez de tão estarrecedor para sua época que até hoje continua sendo a maior referência para que se entenda a mente humana e para a história da psicologia. Freud, o pai da Psicanálise, foi uma mente brilhante, mudou a forma do Universo avaliar as posturas humanas. Vale a pena ler esse artigo e descobrir se Freud também é um grande influenciador na sua maneira de ver a vida.

O inconsciente
Muito embora na época da história em que Freud viveu, a psicologia l ainda não estivesse desenvolvida, era sabido que o homem não tinha o controle absoluto do que estava acontecendo com ele.

Freud penetrou corajosamente nas regiões sombrias da psique humana – incluindo sua própria – para nos revelar a verdade sobre a sexualidade, a neurose e o inconsciente.

Talvez ao falar sobre o inconsciente, Freud apontou que havia dentro de nós uma parte que não podíamos acessar de forma consciente ou direta, mas que se manifestava em nossas emoções, pensamentos e comportamentos. Uma espécie de eu ignorado pela consciência que, às vezes, poderia nos fazer passar muito mal. Este inconsciente pode nos fazer sentir tristes sem identificar o motivo, participar de nossos sonhos de forma simbólica ou provocar certos erros em nosso discurso.

Nos dias de hoje são poucos os que negam que há uma parte de nós que nos influencia e à qual nossa consciência não tem acesso fácil. Pode ser uma lembrança da infância, mas também uma autoestima deteriorada ou um padrão de apego mal construído ou muito castigado nos últimos anos, fracassando de relacionamento em relacionamento.

Foi o primeiro autor a falar em instâncias psíquicas. Descobriu que a consciência é apenas um pedacinho da mente, é somente aquilo que estamos cientes em um dado momento. Já no inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência e material excluído da consciência, censurado e reprimido. E o pré-consciente é uma parte do inconsciente que pode ser acessada pela consciência.

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O poder da palavra
O trabalho em psicanálise é basicamente verbal. E Freud, entre outras virtudes, possuía a de ser um excelente escritor, apesar de médico os seus textos eram de uma linguagem fácil para um bom leitor. Assim, não somente cuidou e usou a palavra para expressar seu pensamento com domínio, mas também a tornou parte central de sua terapia.

O psicoterapeuta irá oferecer um ambiente onde seu paciente possa expressar-se livremente para ter a oportunidade de colher o maior número de informações e proporcionar a integração de conteúdos inconscientes e pré-conscientes à psique.

Freud defendia que uma das manifestações mais inocentes do inconsciente são os lapsos que todos ocasionalmente cometemos em nossos discursos. Ao mesmo tempo, ele apontou a associação livre como uma forma de acessar sem contaminação a informação do inconsciente.

A associação livre foi constituída como o método fundamental da técnica psicanalítica. A grande vantagem da associação livre é que, quando bem feita, está livre de sugestões e, ao mesmo tempo, das restrições da consciência. Através deste processo o paciente consegue um enriquecimento de seu psiquismo, entendimento e superação de seus sintomas e mantém um equilíbrio maior em sua vida.

O conflito e a neurose

Freud demonstrou grande interesse nas relações entre os distúrbios mentais e sintomas físicos, o que fez com que se especializasse em Psiquiatria.

Com Charcot, na França, Freud aprendeu que era possível aliviar sintomas histéricos através da hipnose. Percebeu que na histeria os sintomas eram fisicamente inviáveis, ou seja, era uma doença psíquica que exigia uma explicação psicológica.

Trabalhando com Breuer percebeu que os sintomas de pacientes histéricos estão ligados a acontecimentos traumáticos passados. Através da hipnose fazia-os relembrar e reviver estes acontecimentos. Notou que a hipnose não tinha resultados tão bons quanto esperava. Passou a encorajar os pacientes a falarem livremente sobre suas vidas.

Outra das revoluções de seus postulados girava em torno da neurose. Freud ressalta que são os conflitos internos entre o que queremos (id-instinto) e nos permitimos (superego proibido a partir do cultural ou do social), aqueles que dão forma aos nós que colapsam em uma neurose. Assim, no contexto do segundo tópico, os distúrbios neuróticos surgiram do deslocamento do id ao inconsciente por parte do superego, na tentativa de afogá-los.

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Em 1896, pela primeira vez Freud chama seus próprios métodos de psicanálise. Em 1900, publica seu primeiro livro, A Interpretação de Sonhos, falando sobre as importantes mensagens impressas nos sonhos. Suas obras completas contam com 24 volumes. No entanto, quanto mais seu trabalho era divulgado, mais críticas recebia. Em 1933, os nazistas queimaram seus livros em Berlim.

O novo olhar para a infância
Freud sofreu muita discriminação durante quase toda sua vida, pois foi um visionário. Ele enxergava muito além dos limites de seu tempo. Ousou falar sobre sexualidade em uma sociedade puritana, buscou respostas na psique quando todos buscavam relações físicas de causa e efeito e desvalorizam o sofrimento psíquico e entrou nos domínios escuros e proibidos do inconsciente.

Freud entende a infância como um campo vital em que ocorrem eventos que irão nos influenciar ao longo de toda a vida. Além disso, o farão essencialmente através do inconsciente, nos fazendo funcionar com modelos que internalizamos, mas que não processamos.

Ele afirma que na infância a sexualidade também desempenha um papel importante; isso é visto, por exemplo, na articulação do complexo de Édipo. Para Freud, essa sexualidade está muito presente e pode ter consequências. No caso de um menino, por exemplo, a competição com o pai pelo amor da mãe pode servir como um estímulo para seu crescimento, para imitar o pai e tentar superá-lo. Por outro lado, esta idealização, se não foi quebrada, pode atuar através do inconsciente influenciando o tipo de pessoas que serão atraentes na hora de manter um relacionamento.

*A obra de Freud é muito mais completa e abrange muitos outros aspectos do que os que mencionamos aqui. No entanto, talvez estes sejam os mais importantes para saber por que seu trabalho foi o ponto de partida de uma revolução.

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