A ansiedade de relacionamento pode ser algo com que você está lutando, mas é provável que você não saiba muito sobre isso. É um tipo de ansiedade que impede de ter um vínculo saudável e gratificante com outra pessoa.

Se você sofre de ansiedade de relacionamento, é importante ter consciência disso. Sem autoconsciência, você não conseguirá se comprometer com alguém e seus relacionamentos serão de curta duração.

Neste artigo, examinaremos as razões pelas quais a ansiedade de relacionamento ocorre e como você pode começar a abordar esse problema. É sua responsabilidade lidar com sua ansiedade para garantir que você não comece a construir uma família tendo como base emoções negativas, como o medo.

O que é ansiedade de relacionamento

Se os pais não proporcionaram à criança o amor e o cuidado que ela precisava, ela crescerá confusa e insegura. E se ambos os pais estavam lidando com seus próprios problemas de saúde mental e não foram capazes de atender às necessidades de seus filhos, essas crianças assumirão a falsa crença de que são indignas de amor, apoio e cuidado. Além de se sentirem indignas e inseguras, elas também podem ter dificuldades em confiar nas pessoas. Crescem esperando que os outros os machuquem ou ultrapassem os limites como seus próprios pais fizeram.

Se essas pessoas evitam conflitos e distanciam-se dos que amam quando deveriam ser íntimas, provavelmente é porque sofrem de ansiedade em um relacionamento.

A causa da ansiedade no relacionamento: seu estilo de apego

Essa ansiedade se manifesta através de comportamentos de apego. De acordo com Lisa Firestone, Ph.D, existem quatro tipos de comportamentos de apego.

Apego seguro

Pessoas que foram seguras e confortadas por sua mãe quando crianças teriam um apego seguro com os outros. As necessidades dessas pessoas foram atendidas assim que foram expressas. Elas sentiram o reconhecimento de seus pais por serem quem eram enquanto estavam crescendo. Este reconhecimento criou uma segurança e conforto interior sobre quem são.

Nos relacionamentos amorosos, sentem-se seguras e confiam que a outra pessoa estará presente em tempos de necessidade. Elas reconhecem a individualidade e a independência de seus parceiros, mas, ao mesmo tempo, conseguem dizer “Preciso que você me busque no trabalho” ou “Estou muito triste com a morte do seu gato. Isso me lembra de uma cachorra que eu tinha quando criança, que ficou doente. Eu sinto muito a falta dela.”

Leia Mais: Ansiedade: a questão não é curar-se. O passo é viver de novo

Apego ansioso-preocupado

Nesse caso, as pessoas foram levadas a acreditar que suas necessidades quando crianças não eram importantes. Talvez, sempre que estavam com raiva ou magoadas, a mãe se afastasse delas em vez de confortá-las.

Isso fez com que elas se sentissem inseguras ao crescer. Nunca foram ensinadas a lidar com as emoções, o que as as jogava no ciclo de luta ou fuga. Quando a criança aprende que as emoções não importam, fica com medo delas.

Assim, quando essas pessoas são atingidas por uma onda de raiva e não sabem como expressá-las ou comunicá-las a outras pessoas, elas a acumulam dentro de si. Isso leva a um sentimento avassalador de ansiedade porque a mente pensa que está tentando escapar de uma emoção muito perigosa.

Apego orgulhoso-esquivo

Uma pessoa que tem um estilo de apego orgulhoso-esquivo pode estar emocionalmente indisponível. As pessoas desta categoria negam a importância de seus entes queridos e fazem com que se sintam mal-amados, ignorando-os. Eles também ignoram conflitos como se não fossem essenciais para o crescimento do relacionamento.

Apego temeroso-esquivo

Aqueles que têm um estilo de apego temeroso-esquivo estão presos a sentimentos ambivalentes: anseiam por amor e atenção de seus namorados, mas têm medo de deixá-los chegarem perto demais.

Eles certamente desejam seus parceiros, mas têm medo de intimidade em demasia. Acham que estar perto demais pode consumi-los e acabarão desapontados e feridos. Tentam evitar esse desapontamento “fugindo” da pessoa que amam. Evitar sentimentos, pensamentos e problemas de relacionamento é o que fazem.

Leia Mais: Ansiedade crônica

Se você é desse tipo, não está sozinho. Eu também tenho medo de me apegar a pessoas, especialmente homens. A ideia de que eu serei desapontada por eles como minha própria mãe me desapontou é desoladora. No entanto, você deve saber que existem maneiras de gerenciar esses sentimentos esmagadores.

Como superar a ansiedade de relacionamento (e criar relacionamentos felizes)

Mesmo que você fique desapontado com alguém que você ama e confia, você pode superar isso. Não é o fim do mundo se o seu parceiro fizer algo doloroso. Você viverá!

Você pode seguir as dicas abaixo para melhorar sua ansiedade no relacionamento e ainda cultivar a felicidade e a satisfação.

1. Saiba que você tem um problema

Você tem ansiedade de relacionamento e, reconhecendo esse fato, você vai se livrar da confusão que você carrega há anos. Você não vai mais se perguntar: “Por que eu me saio tão mal em relacionamentos?”

2. Descubra qual é o seu estilo de apego

Se você é temeroso-esquivo, talvez queira pensar em maneiras de confrontar seus medos de relacionamento.

Volte mentalmente à sua infância e relembre como foi seu relacionamento com sua mãe. Você ficava animado em estar com ela? Você brincava muito com ela? Ela se importava com você quando você estava com raiva, com medo ou triste ou punia você por mostrar emoções humanas naturais? Mantenha um diário para documentar essas memórias.

3. Desafie-se

Se você for corajoso o suficiente, desafie seu estilo de apego buscando parceiros e amigos emocionalmente saudáveis.

Vá onde essas pessoas costumam sair e tentar se conectar a elas. Você consegue fazer isso? Por quê? Por que não? Como você se sentiu durante esse desafio?

Leia Mais: 7 segredos de pessoas que vivem com ansiedade

4. Pratique a atenção plena

Quando você tem ansiedade de relacionamento, você muda seu foco do seu corpo, necessidades e emoções para as necessidades, pensamentos e emoções do seu parceiro. Você se preocupa com o que ele pode pensar de você ou tenta não aborrecê-lo para que ele não o deixe por outra pessoa.

Em vez de ser codependente, gaste mais tempo sozinho para se tornar independente. Procure grupos de apoio que lidem com comportamentos não saudáveis como codependência (se você tem ansiedade de relacionamento, você é provavelmente um codependente) e relações tóxicas ou narcisistas.

5. Crie o hábito de perguntar-se diariamente: “Como estou me sentindo hoje?”

Você está com raiva, animado ou triste com um evento atual em sua vida? Se você está em um relacionamento tóxico, pergunte-se como o corpo reage ao seu parceiro. O que a sua intuição lhe diz sobre ele? Você está feliz com ele? Você se sentiria melhor se estivesse sozinho?

Use seu diário para anotar seus sentimentos e construir um relacionamento mais positivo com seus pensamentos. Você também pode incorporar a meditação em sua programação diária para ficar mais confortável com sentimentos difíceis.

6. Melhor ainda, procure ajuda de um terapeuta

Procure ajuda de um terapeuta com experiência em relacionamentos familiares e traumas. Ele saberá a melhor maneira de agir a partir de onde você está agora.

Reúna sua coragem para enfrentar a ansiedade de relacionamento

Não é fácil lidar com a ansiedade de relacionamento sempre que você se encontra com alguém novo. Mas saber que você aprendeu essa ansiedade de sua conexão com seus pais ou cuidadores vai tirar um peso do seu peito. Você pode mudar sua vida, iniciando um relacionamento saudável com você mesmo, para poder ter relacionamentos mais saudáveis e felizes com os outros.

Não tenha medo de procurar ajuda profissional para suas preocupações. Todos lutam com problemas pessoais quando se trata de relacionamentos. Pedir ajuda é um sinal de que você leva seus problemas a sério e quer melhorar a qualidade de sua vida.

(Texto original: lifehack)

*Traduzido e adaptado por Marcela Jahjah, da equipe Fãs da Psicanálise

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