O seriado conta a história de Hannah Baker, uma adolescente em idade escolar que se suicidou após uma série de episódios de bullying, humilhação e solidão. Hannah deixou uma caixa com 13 gravações em fitas explicando o que a levou a cometer suicídio. Cada fita conta como 13 pessoas tiveram participação no processo que a levou à morte.

Os primeiros episódios parecem um filme adolescente qualquer, mas ao finalizar a temporada você percebe que todo o desenvolvimento da história foi muito bem pensado.

O assunto é complicado, triste e, infelizmente, real. O último episódio é muito chocante, difícil de assistir, mas necessário.

Se eu tivesse que descrever a série em uma palavra, seria essa: necessária. Precisamos sim falar e refletir sobre relacionamentos, depressão, bullying e suicídio.

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Eu fiquei realmente abalada com o último episódio da série. Fiquei inquieta, assustada, triste e não consegui dormir bem no dia. Acredito que seja esse mesmo o objetivo da série: nos desassossegar para que façamos reflexões importantes, como:

Como estou tratando as pessoas?

Como você trata seus pais? Como você trata seus avós? Como você trata seus irmãos? Como você trata seus colegas de classe? Como você trata seus colegas de trabalho? Como você trata as pessoas com quem convive mas não são tão próximas a você? Como você trata as pessoas que dividem o transporte público com você? Como você trata o atendente de telemarketing? Como você trata o garçom? Como você trata seus professores?

Assim como você, todas as pessoas têm feridas, dores, fraquezas e dificuldades. Todas as pessoas têm dias ótimos e péssimos. Algumas pessoas estão sofrendo profundamente todos os dias, e você nem sabe.

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Uma atitude de grosseria, menosprezo ou ofensa podem abrir ainda mais uma ferida já muito profunda e desencadear uma reação drástica. Pense nisso antes de maltratar alguém.

O que estou considerando normal no tratamento de outras pessoas – e não deveria?

Precisamos parar de achar que é normal causar dor uns nos outros. Precisamos parar de tratar ofensas como “brincadeiras”. Precisamos parar de nos calar diante de injustiças.

Bullying não é normal. Assédio não é normal. Humilhação não é normal. Tratar alguém mal não é normal.

Precisamos urgentemente parar de tratar atitudes absurdas como se fossem normais. Se cada um começar revendo as suas, será um ótimo começo.

Estou precisando de ajuda?

Você tem conseguido lidar com seus problemas e dores de uma forma equilibrada? Ou sente que suas emoções e ações estão fora de controle? O peso da sua dor está maior do que você aguenta carregar?

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PEÇA AJUDA.

Não há nada de errado em pedir ajuda! Procure um profissional, seus pais ou alguém em quem possa confiar e peça! Sempre existe alguém que pode te ajudar, SEMPRE! E sempre existe um caminho para a solução. Se você não está conseguindo encontrar, outra pessoa pode te dar uma direção.

*O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e atende voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias. Ligue 141 ou acesse o site.*

Alguém à minha volta pode estar precisando de ajuda?

As pessoas dão sinais. Uma mudança de comportamento, um comentário negativo, um post nas redes sociais, alterações significativas de humor, afastamento dos amigos…

Nem todo comentário negativo ou comportamento novo é sinal de algo grave acontecendo, mas nunca é demais mostrar que o outro pode contar com você. Nós precisamos começar a cuidar mais uns dos outros. Fique atento e ofereça ajuda.

Estou me calando quando deveria falar?

Clay, o personagem que recebe e escuta as fitas de Hannah durante todos os episódios, muitas vezes fica calado diante de injustiças. Apesar de não ser atribuída a ele uma grande culpa pelo suicídio de Hannah, fica claro que sua voz diante das injustiças que presenciou poderia ter mudado o desfecho da história.

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A sua voz pode mudar o desfecho de grandes injustiças também. Por mais difícil que possa ser denunciar algo errado, não escolha se calar.

Não seja um porquê

Não seja um dos motivos que faz uma pessoa infeliz. Não seja um dos motivos que deixa uma pessoa pra baixo. Não seja um dos motivos para uma pessoa achar que o mundo é um lugar ruim. Não seja um dos motivos que faz uma pessoa se sentir inferior. Não seja um dos motivos para uma pessoa entrar em depressão.

Não seja um porquê.

Autor: Stephanie Gomes

Fonte: desassossegada

*Texto reproduzido com autorização da administração do site parceiro.

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